na adoção da Assinatura Digital    

A digitalização de documentos está ganhando cada vez mais novos adeptos, sendo agora considerada uma importante ferramenta de gestão dos negócios. Seu uso está se popularizando também no cenário empresarial brasileiro, mas ainda há muito a se fazer. 

Digitalização e Sustentabilidade

 

 

Existem ganhos reais que podem ser obtidos com a adoção da Assinatura Digital de Documentos Eletrônicos. Segundo o PNDE podemos calcular a redução de custos, bem como simular o quanto será economizado de energia, água e árvores, além da quantidade de dióxido de carbono que deixará de ser emitido com a adoção da assinatura digital de documentos eletrônicos. O dióxido de carbono é um gás inodoro, incolor, sufocante, não inflamável, mais pesado que o ar. Existe na atmosfera, porém se ultrapassado um certo limite pode tornar-se asfixiante e ocasionar a morte em pouco tempo.

Além da redução de custos e dos aspectos relacionados à sustentabilidade, a utilização da assinatura digital de documentos eletrônicos traz outras vantagens: aumento de produtividade, segurança, qualidade, simplificação e melhoria dos controles internos e dos processos de obtenção das assinaturas.

Por exemplo, 100 contratos mensais são suficientes para gerar uma economia de R$ 25 mil ao ano, evitando a derrubada de quase 2 árvores e a economia de 240 KWH de energia e 1350 litros de água. Além disso, 2,4 toneladas de dióxido de carbono por ano deixarão de ser emitidos! Para compensar este volume de dióxido de carbono seriam necessárias 9,74 árvores.

A digitalização não traz somente produtividade às empresas. É uma prática que deu início a uma nova fase em que todos, principalmente o meio ambiente, se beneficiam e agradecem. 

 

Fechamento de um contrato digital

Imagine então como resolver a questão de cinco executivos que operam em lugares diferentes e distantes um do outro: Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo, Buenos Aires e Nova Iorque. Cada um deles representa uma empresa e todas elas resolveram fechar uma parceria que deverá ser formalizada num acordo oficial assinado por meio dos próprios representantes. Isto geraria a necessidade de estabelecer um lugar comum para se reunir, discutir as cláusulas e assinar o acordo. Se estabelecer este lugar em São Paulo, quatro executivos terão que viajar de avião até São Paulo e ao menos dois precisarão reservar um hotel para descansar antes de voltar em suas sedes. 

Quanto custa tudo isto?

Cada um de nós pode calcular com boa aproximação, consultando os preços das passagens aéreas e dos hotéis, além de refeições, taxi e horas de vida dos viajantes, quanto custaria uma operação deste tipo para assinar o acordo.

E se cada um, ao invés, ficasse sentado na mesa de trabalho da sua sede e dalí participasse duma conferência na Internet com os futuros parceiros, tendo disponíveis os documentos a assinar compartilhados? Isto simplificaria a discussão e a aprovação definitiva das cláusulas.

Falta agora so assinar o acordo. O documento pode ser assinado por todos os participantes da conferência, sendo já pré-definido que somente eles são autorizados.

Como?

Estabelecida uma ordem para assinar, cada um irá abrir o documento compartilhado no banco de dados web, e o assinará digitalmente comentando o motivo da assinatura. Quando o último participante terá assinado, o documento será disponível a todos com todas as assinaturas.

Acabamos de descrever a geração de um contrato digital!

 

Salvando a cultura

O mosteiro copta-cristão de Santa Catarina, foi construído no sopé do Monte Sinai, no Egito, por ordem do imperador Justiniano I, entre os anos 527 e 565, à volta do local onde se pensa que existiria a sarça ardente, onde Moisés teria recebido as Tábuas da Lei. É atualmente o mosteiro cristão mais antigo. A sua localização numa região desértica é característica da antiga tradição do ascetismo. O mosteiro tem a segunda maior coleção do mundo de iluminuras (a maior é a do Vaticano), com cerca de 3500 volumes em grego, copta, armênio, árabe, hebraico, línguas eslavas e outros idiomas. O Codex Sinaiticus do século IV (atualmente no Museu Britânico) foi encontrado aqui, por volta do ano 1850. Existe ainda, dentro do mosteiro, uma pequena mesquita do século X ou XI e uma capela, chamada Capela de São Trifónio, onde se encontra a “Casa dos Crânios”. 

Quando o geólogo Gregg Braden, cientista colaborador da NASA, visitou o mosteiro com sua equipe, ficou estupefato entre a magnificência do interior da igreja e o estilo ascético de vida que os monges levam: Acordam as quatro horas da manhã, começam a rezar e se deitam ao pôr do sol. Apesar da eletricidade chegar até o local em pleno deserto, eles não a utilizam. Para a iluminação fazem uso do diesel, bombeiam água do poço e produzem seu próprio pão. A biblioteca do mosteiro é parcialmente aberta ao público. Para entrar na área interditada é necessário atravessar a porta da "Casa dos Crânios", restos mortais de cada monge que viveu e morreu no mosteiro. Todos os ossos dos defuntos estão nas salas do mosteiro, cuidadosamente catalogados com etiquetas onde os códigos permitem identificar que o irmão João, por exemplo, é aquele na prateleira 123-D. Neste mosteiro, portanto, se mantém ordenadamente memória de tudo mesmo, incluídos os testemunhos da antiga sabedoria.

Gregg e sua equipe estavam curiosos demais para entrar na sala interditada ao público e, após muita conversa de sabor arqueológico e científico, conseguiram que o abade os acompanhasse para uma breve visita além da porta que separava a parte da biblioteca aberta ao público da parte interditada. Com a condição, porém que nenhuma foto ou filmagem fosse feita dentro do ambiente restrito.

E ali tiveram a maior surpresa da excursão: A área restrita abriga, além de milhares de textos e ícones antiguíssimas (imagens de Jesus, manuscritos espetaculares, as primeiras Bíblias cristãs e muitos textos que foram excluídos da Bíblia que nós conhecemos) dezenas de mesas equipadas com computadores (Macintosh - Apple - IBM), Box Receptor de sinais de satélite para conexões Internet e ...muitos Scanners. O abade, perguntado sobre o porque da presença desta estrutura naquele local em pleno deserto, respondeu que a comunidade vive no mosteiro há 1500 anos e todos tiveram até hoje muita sorte por não ter sofrido agressões por parte de exércitos estrangeiros. Contudo, muitos acham que aquele mosteiro corre o risco de ser destruído em breve por uma guerra ou por outro evento calamitoso. E, antes que isto aconteça, eles estão escanerizando cada página dos antigos textos para preservá-los em beneficio de todas as futuras gerações.

Os coptas (cristãos do Egito), em sua maioria ortodoxos, constituem a maior comunidade cristã do Oriente Médio, e representam entre 6% e 10% dos 80 milhões de egípcios. Conflitos, instabilidade política, dificuldades econômicas, discriminação, perseguição ou crescimento do Islã radical são algumas das causas que fazem com que muitos deles decidam ir embora do país. Em 1° de janeiro de 2011 um carro-bomba foi pelos ares diante da Igreja copta Al-Qiddissine (dos Dois Santos) em Alexandria, 20 minutos após réveillon, matando 21 fiéis e ferindo 79. Em 9 de outubro de 2011 extremistas islâmicos atacaram e incendiaram mais um igreja e os coptas se envolveram em confrontos com as forças de segurança. No total, além dos pelo menos 25 mortos (36, segundo a estação televisiva Al Arabiya), a maioria dos quais coptas, há ainda registo de 322 feridos.

 

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