Instrumentos
hábeis a conferir segurança aos atos digitais.
Um
importante marco já existente para a digitalização de documentos é a
Lei nº 11.419, de 19 de dezembro de 2006, que regulamenta o processo
judicial eletrônico. Essa norma confere aos documentos digitalizados
produzidos pelos órgãos da Justiça, pelo Ministério Público, pelas
procuradorias, pelas autoridades policiais, pelas repartições públicas
e pelos advogados públicos e privados, a mesma força probante dos
originais.
Estabelece, ainda, que os originais dos documentos digitalizados devem
ser mantidos até o trânsito em julgado da sentença ou, quando
admitida, até o final do prazo para a interposição de ação rescisória.
A evolução tecnológica que presenciamos é, notoriamente, irreversível
e reflete-se, sobretudo, no mundo jurídico. Por essa razão, deve-se
buscar, continuamente, a adequação dos diplomas normativos à nova
realidade, a fim de conferir validade aos atos jurídicos praticados em
meio digital. Nesse contexto, revela-se imprescindível, para a segurança
jurídica da sociedade, a pronta regulamentação do processo de
digitalização, à luz das novas tecnologias disponíveis.
Conquanto
o artigo 225 do Código Civil estabeleça a presunção relativa de
validade de documentos digitalizados, não há disposições legais que
lhe confiram o mesmo valor probatório atribuído aos documentos
originais, a exemplo do que ocorre na microfilmagem.
Para
suprir essa lacuna legislativa, foi apresentado na Câmara dos Deputados
e aprovado, na forma do Substitutivo, o Projeto de Lei nº 1.532/99, que
visa a disciplinar a digitalização e o armazenamento, em meio
eletrônico, óptico ou equivalente, e a reprodução de documentos
públicos e privados.
Atualmente,
a proposição tramita no Senado Federal na forma do Projeto de Lei da
Câmara nº 11/2007, aguardando designação de relator na Comissão de
Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática.
O
Projeto, em linhas gerais, observa os princípios que regem a
microfilmagem de documentos, contemplando, adicionalmente, os requisitos
necessários à segurança do processo de digitalização e do
armazenamento de documentos digitais, observado o atual estágio da
evolução tecnológica.
De
acordo com a proposta em trâmite, o documento original poderá ser
destruído após a sua digitalização, desde que esta seja realizada
com o emprego de certificado digital, emitido para o digitalizador por
Autoridade Certificadora credenciada pela ICP-Brasil, visando a garantir
os requisitos de integridade, autenticidade e, se necessário,
confidencialidade.
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Como
compartilhar os documentos em segurança?
Document
Manager é um aplicativo Web que permite compartilhar e
manusear documentos online através de uma interface fácil e configurável.
Quem administra Document Manager pode criar contas de Usuários e
conceder permissões sobre os documentos.
Foi desenvolvido por Benjamin Sonntag, Chantal
Bernard Puzz & Frank Denis para web sites que eles mesmos
gerenciam e por visitantes que freqüentemente procuram por este gênero
de software.
Document
Manager
existe em duas versões: a) Light, Vs. 2.0, que usa somente flat
files; b) Avançada, Vs. 4, que usa o MySQL database.
A
release 4.1, disponível desde 29 de Junho de 2011, é uma
versão estável que suporta nove idiomas: Frances, Inglês, Espanhol,
Português Brasileiro, Catalã, Italiano, Alemão e Holandês.
Muitas
empresas temiam, no passado, prover funcionalidades na Internet devido
ao medo de expor seus dados. Mas com advento dos Web Services
elas podem publicar serviços de forma simples e que são totalmente
isolados da base de dados.
As
bases para a construção de um Web Service são os padrões
XML e SOAP. O transporte dos dados é realizado
normalmente via protocolo HTTP ou HTTPS para conexões seguras (o padrão
não determina o protocolo de transporte). Os dados são transferidos no
formato XML, encapsulados pelo protocolo SOAP.
A
segurança dos Web Services é um dos pontos críticos desta tecnologia.
O problema não é a falta de mecanismos de segurança mas sim a falta
de consenso em qual deve ser o mecanismo a ser adaptado pela tecnologia
Web Service.
As
questões mais relevantes na segurança são as seguintes:
-
Autenticidade (ter a certeza que uma transacção do Web Service
ocorreu entre o servidor e seu cliente);
-
Privacidade (todas as mensagens trocadas entre o servidor e o
cliente não são interceptadas por uma pessoa não autorizada);
-
Integridade (as mensagens enviadas tanto pelo servidor ao
cliente, como o contrário, devem permanecer inalteradas).
A
seguir, descrevem-se os principais mecanismos de segurança.
SSL
O
SSL (Secure Socket Layer) [Netscape 1996] quando aplicado a pequenos
dispositivos oferece autenticação, integridade de dados e privacidade
de serviços. Atualmente, a solução para enviar informação
confidencial para Web Services é utilizar um mecanismo de segurança
SSL sobre HTTP também conhecido como HTTPS (Hypertext Transfer Protocol
Secure). Este mecanismo protege informações confidenciais e é fácil
de ser configurado. Tem como desvantagem ser mais lento do que as
transacções HTTP não cifradas pelo que não é adequado para taxas de
transferências de dados elevadas.
Xml
signature
A
XML Signature [IETF e W3C 2000] é uma iniciativa conjunta da IETF
(Internet Engineering Task Force) e do W3C para especificar uma sintaxe
XML e regras de processamento para criação e representação digital
de assinaturas. As vantagens na utilização da XML Signature, ao contrário
de outras normas de assinaturas digitais, estão baseadas na independência
da linguagem de programação, fácil interpretação humana e independência
do fabricante. Esta tecnologia também permite assinar digitalmente
subconjuntos de um documento XML.
Xml
encryption
A
XML Encryption [IETF e W3C 2002] especifica um processo para cifra de
dados e sua representação em formato XML. Os dados podem ser dados
arbitrários (incluindo um documento XML), elementos XML ou conteúdos
de elementos XML. Um documento XML que utiliza a XML Encryption pode ser
visto por qualquer utilizador, mas apenas o proprietário da chave de
descodificação conseguirá compreender o conteúdo codificado.
Ws-security
O
WS-Security (Web Services Security) é uma iniciativa conjunta de
empresas como Microsoft, IBM e Verisign destinada ao uso da
XML-Signature e da XML-Encryption para fornecer segurança às mensagens
SOAP. O WS-Security é um esforço destinado a fazer com que os Web
Services trabalhem melhor em um ambiente global. O WS-Security também
inclui alguns importantes componentes como encaminhamento, confiança e
tratamento de transações.
Saml
O
SAML (Security Assertion Markup Language) [OASIS 2001] é uma norma
emergente para a troca de informação sobre autenticação e autorização.
O SAML soluciona um importante problema para as aplicações da próxima
geração, que é a possibilidade de utilizadores transportarem seus
direitos entre diferentes Web Services. Isto é importante para aplicações
que tencionam integrar um número de Web Services para formar uma aplicação
unificada.
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